A juventude inútil

A juventude inútil que temos hoje em dia no Brasil e, em alguns casos, mundial, representa uma parcela significativa em questão de quantidade. E somente em quantidade, diferentemente do que a mídia ou qualquer professorzinho do ensino médio insiste em afirmar.  Ressalto aqui a minha opinião:

Desregrados, incapazes e supérfluos, nada acrescentam ao mundo. Maçante são as tentativas de romantizar essa fase da vida, de dar um crédito que a ela não pertence, de atribuir uma significância que a juventude não faz jus. Retratados as vezes como salvadores sociais, peso enorme na balança, mobilizadores, influenciadores etc. Nada passam de marionetes de velhos objetivos sustentados por velhos homens, esses sim inteligentes o suficiente para utilizar aqueles como uma enorme massa de manobra.



Exceção ao caso quem sabe tivemos, há uns 80 anos atrás. Na realidade, analisar a diferença entre as duas juventudes é como comparar sangue com água. Honrado eram os jovens que serviam ao seu país e/ou a sua família. Lavrava-se a terra ou ia-se a guerra. E cumprir o dever era o único objetivo. Lucros, atenção, fotos… bem, uma consequência. O foco era o objetivo e o objeto. Cumprir? a razão. E hoje?

Bom, nem preciso descrever. Basta você observar qualquer rede social e, a cada ponto que lhe chamar a atenção pergunte-se: Por que essa pessoa fez isso? Eu te desafio a obter o dobro de respostas com o propósito “era o que deveria ser feito” em relação a “ela se beneficia de alguma maneira com isso”.



E, se por um acaso você jovem discorda, eu me obrigo a ser mais explícito e repito: Lavra a tua terra ou vá a guerra. Cultive algo que seja útil e alimente os outros, intelectualmente ou organicamente, indiferente aos olhos da Criação. Se és incapaz disso, lute por alguém que assim o faça e multiplique. Mas tenha sempre a razão e as consequências ao seu lado.

“Chi va, non puó; chi puó, non va; chi sa, non fa; chi fa, non sa; e cosi, male il mondo va.”

Por: Marcius

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